11 julho, 2012

Sintomas discalculia

Sintomas potenciais

Dificuldades freqüentes com os números, confundindo as operações de adição, subtração, multiplicação e divisão.
Problemas de diferenciar entre esquerdo e direito.
Falta de senso de direção (para o norte, sul, leste, e oeste) e pode também ter dificuldade com um compasso.
A inabilidade de dizer qual de dois números é o maior.
Dificuldade com tabelas de tempo, aritmética mental, etc.
Melhor nos assuntos tais como a ciência e a geometria, que requerem a lógica mais que as fórmulas, até que um nível mais elevado que requer cálculos seja necessário.
Dificuldade com tempo conceitual e julgar a passagem do tempo.
Dificuldade com tarefas diárias como verificar a mudança e ler relógios analógicos.
A inabilidade de compreender o planejamento financeiro ou incluir no orçamento, nivelar às vezes em um nível básico, por exemplo, estimar o custo dos artigos em uma cesta de compras.
Tendo a dificuldade mental de estimar a medida de um objeto ou de uma distância (por exemplo, se algo está afastado 10 ou 20 metros).
Inabilidade de apreender e recordar conceitos matemáticos, régras, fórmulas, e seqüências matemáticas.
Dificuldade de manter a contagem durante jogos.
Dificuldade nas atividades que requerem processamento de seqüências, do exame (tal como etapas de dança) ao sumário (leitura, escrita e coisas sinalizar na ordem direita). Pode ter o problema mesmo com uma calculadora devido às dificuldades no processo da alimentação nas variáveis.

21 abril, 2012

DISCALCULIA: Diagnóstico e Intervenção Psicopedagógica


A Discalculia, como os demais distúrbios, é uma disfunção neuropsicológica que interfere na aprendizagem da aritmética e gera dificuldades para lidar com cálculos e tudo que envolve sequência lógica. A matemática é uma ferramenta essencial para a sobrevivência do homem na sociedade cuja prática está inserida em nossa rotina, (VYGOTSKY apud SILVA, 2008, p. 11). Para o discalcúlico, a incapacidade aritmética acarreta prejuízos significativos por fracassos em tarefas diárias que revelam seu déficit e fazem emergir problemas sócios afetivos.
A discalculia é observada em indivíduos cuja inteligência é normal ou acima da média e que não apresentam deficiência auditiva, visual ou física, mas que falham no raciocínio lógico-matemático que se apresenta inferior à média esperada para sua idade cronológica, capacidade intelectual e nível de escolaridade. 
Os portadores desta desordem podem apresentar o comprometimento de outras habilidades importantes como:
·         Habilidade Linguística (compreensão através da leitura e Conceitos escritos),
·         Habilidade Perceptiva (reconhecimento de símbolos numéricos e discriminação de conjunto),
·         Habilidade Atentiva (cópia correta e observação dos sinais na operação matemática) e
·         Habilidade Matemática (cálculos em geral, capacidade de lidar com números no cotidiano, noção de espaço e tempo, e sequenciação como, por exemplo, os meses do ano e dias da semana). 
A Discalculia, por apresentar diferentes características relacionadas aos transtornos matemáticos, foi classificada em seis subtipos, pelos teóricos Johson e Myklebust (apud SILVA, 2008, p. 18):
Discalculia Verbal – dificuldades para nomear quantidades matemáticas, números, termos, símbolos e relações;
Discalculia Practognóstica - dificuldade para enumerar, comparar e manipular objetos, reais ou em imagens, matematicamente;
Discalculia Léxica – dificuldade na leitura de símbolos matemáticos;
Discalculia Gráfica – dificuldades na escrita de símbolos matemáticos;
Discalculia Ideognóstica – dificuldade em fazer operações mentais e na compreensão de conceitos matemáticos;
Discalculia Operacional – dificuldades na execução de operações e cálculos numéricos. 
Borges (2008) apresenta, ainda, outras duas desordens identificadas dentro da problemática discalcúlica:
Distúrbio de linguagem receptivo-auditiva e aritmética: O indivíduo é bem sucedido em cálculos, porém é inferior no que se refere ao raciocínio e vocabulário aritméticos.
Apresenta problemas de reorganização auditiva; não se recorda de números com agilidade (pode reconhecê-lo quando ouve, mas nem sempre consegue dizê-lo quando quer) e não é capaz de guardar os fatos quando ouve os enunciados quando apresentados oralmente.
Distúrbio de leitura e aritmética: É a relação Discalculia-Dislexia já descrita por muitos teóricos como Kirk e Gallagher (1999). Dá-se quando a Discalculia é originada por fatores também relacionados à Dislexia, pois ambas possuem aspectos relevantes no que diz respeito à  memória  temporária,  leitura  e  escrita.  Neste caso, o indivíduo apresenta dificuldades na compreensão leitora dos enunciados, inversões e distorções de numerais e dificuldades de se lembrar da aparência dos números. O indivíduo é incapaz de decodificar os símbolos e grafemas matemáticos, no entanto, é perfeitamente capaz de calcular quando os exercícios e enunciados são lidos em voz alta para ele. 
ETIOLOGIA
A etiologia desta desordem não é explicada por uma  causa única e simples, mas podem-se encontrar associações a fatores que problematizam o domínio da leitura e/ou da escrita. Estes fatores podem ter sua origem em causas pedagógicas, disfunções do sistema nervoso central e limitações na capacidade intelectual. Silva (2008) aponta 5 elementos que possivelmente estão relacionados à causa da Discalculia:
Imaturidade Neurológica: O bom desenvolvimento neurológico é fundamental para um funcionamento adequado do SNC e funções que se estabelecem de forma cronológica.
A imaturidade neurológica é apresentada em três graus leve (cuja reação é favorável à intervenção terapêutica), médio (representa o grau da maioria dos indivíduos com dificuldades em matemática) e limite (déficit intelectual provocado por lesão neurológica).
Fatores Linguísticos: A linguagem é essencial para a compreensão aritmética e dificuldades na interiorização da linguagem resultam na incapacidade de elaborar o pensamento.
Silva (2008, p. 20) diz que "[...] a resolução de problemas envolvem muitas questões de linguagem além da matemática". Portanto, sem o domínio linguístico, a decodificação do símbolo oral, sua quantidade e representação gráfica serão deficientes.
Fatores Psicológicos: Se dão através das alterações psíquicas no controle das funções de memória, atenção, percepção etc. 
Fatores Genéticos: Ainda se estudam o "gen" responsável pela herança destes distúrbios, mas nada foi confirmado até o momento. Contudo, já foram registrados casos significativos de discalcúlicos com antecedentes familiares. 
Fatores pedagógicos: Possíveis problemas no ensino de habilidades matemáticas e psicomotoras durante a fase de desenvolvimento e aquisição de tais funções.
COMO DIAGNOSTICAR A DISCALCULIA
Como já mencionado, a Discalculia não têm especificamente uma única causa, mas um conjunto delas que se relacionados a fatores internos e externos do sujeito é possível diagnosticá-la com sucesso e determinar seu tipo. Como todo distúrbio de aprendizagem, o processo de diagnóstico da discalculia requer observação minuciosa e atenção aos sintomas e fatores contribuintes.  Fatores internos e externos: Memória, atenção, percepção-motora, organização espacial, habilidade verbal, falta de consciência, falhas estratégicas, dificuldades em operacionalizar funções matemáticas simples, maneiras de se ensinar e aprender as habilidades aritméticas, ambiente de estudo e familiar, entre outros.
Uma observação importante feita por Silva (p. 24) é a de que o portador de discalculia escreve pouco por medo de errar, suas respostas são geralmente monossilábicas e dificilmente se expõe em atividades em grupo. Durante as sessões de diagnóstico de uma pessoa com suspeita de Discalculia é importante ficar atento aos sintomas e investigar seu histórico.

Um discalcúlico apresenta:
       Lentidão extrema na realização das atividades aritméticas;
       Dificuldades de orientação espacial;
      Dificuldades para lidar com operações matemáticas (adição, divisão, subtração, multiplicação);
      Dificuldade de memória de curto e longo prazo; 
      Dificuldades em seguir ordens  ou informações simultaneamente;
Problemas com a coordenação motora fina, ampla e perceptivo-tátil;
Dificuldades em armazenar informações;
Confusões com símbolos matemáticos;
Dificuldades para entender o vocabulário que define operações matemáticas;
Dificuldades com a sequenciação numérica (antecessor/sucessor);
Problemas relativos à Dislexia (processamento de linguagem);
Incapacidade para montar operações;
Ausência de problemas fonológicos;
Dificuldades em estabelecer correspondência quantitativa (ex: relacionar números de carteiras com números de aluno);
Dificuldades em relacionar grafemas matemáticos às respectivas quantidades;
Dificuldades em relacionar grafemas matemáticos ao seus símbolos auditivos;
Dificuldades com a contagem através de cardinais e ordinais;
Problemas em visualizar um conjunto dentro de um conjunto maior;
Dificuldades com a conservação de quantidades (ex: 1 lt é o mesmo que 4 copos de 250 ml); Dificuldades com princípios de medida.

O sujeito discalcúlico pode não apresentar todos estes fatores, mas a maioria com certeza se caracterizará, e é possível, também, que ele apresente outros novos, pois cada indivíduo é único e traz consigo histórias de vida diferentes. Outro aspecto a se levar em conta é que alguns discalcúlicos têm o seu raciocínio lógico intacto, porém têm extrema dificuldade em lidar com números, símbolos e fórmulas matemáticas. Outros, de acordo com Sacramento (2008 np), serão completamente capazes de solucionar representações simbólicas como 3+4=7, mas incapazes de resolver "João tinha três reais e ganhou mais quatro. Quantos reais ele tem ao todo?". 

ADAPTAÇÕES AO DISCALCÚLICO
Seguindo orientações da Associação Brasileira de Discalculia - ABD (apud SILVA, 2008, p.26) segue algumas possibilidades de ajuda:
1.    Permitir o uso de calculadora;
2.    Adotar o uso de caderno quadriculado;
3.    Não estipular tempo nas provas, reduzir o número de questões (sendo estas claras e objetivas) e permitir o acompanhamento de um tutor para certificar que o aluno entendeu os enunciados;
4.    Evitar avaliações orais;
5.    Reduzir deveres de casa;
6.    Ministrar algumas aulas livres de erros para que o indivíduo conheça o sucesso;
7.    É importante ter em mente que para os discalcúlicos nada é óbvio;
8.    Não descarte a possibilidade de se trabalhar com uma equipe multidisciplinar, em destaque o Psicopedagogo que trabalhará a autoestima, valorizando as atividades desenvolvidas pelo sujeito e descobrindo seu processo de aprendizagem e os instrumentos que auxiliarão no aprendizado;
9.    Optar por jogos para trabalhar seriação, classificação, psicomotricidade, habilidades espaciais e contagem;
10. Deixar o aluno saber que o professor está ali para ajudá-lo e nunca para desestimulá-lo com atitudes e palavras que destaquem suas dificuldades. 
11. Para um auxílio melhor é necessário que pessoas ligadas ao sujeito e dispostas a ajudá-lo levem em consideração sua história de vida, seus conhecimentos informais, condições sociológicas, psicológicas e culturais (PCNEF BRASIL, 1998 apud SILVA, 2008, p. 28).

COMO TRATAR E AUXILIAR O DISCALCÚLICOS.
Por ser um transtorno  psiconeurológico, de ordem congênita ou adquirida, seus sintomas, apesar de contornáveis, serão sempre uma  constante. O tratamento, portanto, terá a característica de um treinamento que visa amenizar os sintomas, corrigir os fatores contribuintes e resgatar a autoestima do paciente para que este tenha uma melhor qualidade de vida e autonomia para elaborar estratégias que viabilizem seu sucesso em tarefas que, outrora, lhe eram praticamente impossíveis de realizar. A recuperação de um discalcúlico é geralmente bem-sucedida quando aplicada passo a passo, respeitando o nível em que cada paciente se encontra e avançando gradativamente de acordo com seu ritmo. Cawley e Vitello (1972, apud GALLAGHER e KIRK, 1999) desenvolveram um modelo para o ensino da matemática onde há a interação aluno-professor dentro de uma unidade conceitual utilizando estilos de aprendizagem e fatores que a influenciam fazendo do aprendiz um operante. Contemporaneamente, Cawley e Goodstein (1972, apud GALLAGHER e KIRK, 1999) desenvolveram materiais que implementam o ensino e treinamento da matemática. Estes são chamados, segundo Gallagher (1999), de "o sistema de Cawley e Goodstein e os materiais de Montessori".
O ensino da matemática se trata de construir estruturas básicas de interação, classificação, correspondências, grupos etc., ou seja, o saber matemática vai além de ensinar cálculos (LIMA, 2000, apud SILVA, 2008). Como o lúdico é considerado um promotor de aprendizagem e construção de saber, também é visto como um mecanismo psicológico e pedagógico que contribui para o desenvolvimento mental e como um aliado na aquisição de estruturas psiconeurológicas essenciais para a cognição.
As atividades lúdicas devem ser valorizadas por que delas é possível desenvolver estratégias para a solução de problemas. Para os PCN (Parâmetros Curriculares Nacionais) os jogos
[...] constituem uma forma interessante de propor problemas, pois permitem que estes sejam apresentados de modo interativo e favorecem a criatividade na elaboração de estratégias de resolução de problemas e busca de soluções. Propiciam a simulação de situações-problema que exigem soluções vivas e imediatas, o que estimula o planejamento das ações
[...] podem contribuir para um trabalho de formação de atitudes - enfrentar desafios, lançar-se a busca de soluções, desenvolvimento da crítica, da intuição, da criação de estratégias e da possibilidade de alterá-las quando o resultado não é satisfatório necessárias para a aprendizagem da Matemática (BRASIL, 1998, p. 46-47 apud SILVA, 2008, p. 29).
É notável a importância dada a "situações-problemas" que promovem estratégias criativas de resolução. Dante (1989, apud SILVA, 2008) apresenta um modelo de resolução de problemas por quatro etapas onde é preciso:
1.    Compreender o problema (análise do enunciado);
2.    Elaborar um plano (organizar os dados e se basear em experiências anteriores);
3.    Executar o plano elaborado (experimentar o plano);
4.    Examinar a solução encontrada (checar os resultados). 

Jogos como o Tangram, Trimu, Matix, Palitos, entre outros são sugestões de atividades promotoras de situações-problemas que podem ser utilizadas no tratamento clínico, pedagógico e na interação familiar do discalcúlico.


CONCLUSÃO
A dislexia é o distúrbio de maior ênfase em pesquisas já publicadas, e apesar da escassez de informações sobre disgrafia, disortografia e discalculia, foi possível realizar um ótimo trabalho e reunir pontos importantes que contribuíssem significativamente para a divulgação destes distúrbios e para a orientação de diagnósticos, tratamentos e auxílios pedagógicos.
A dificuldade em se encontrar informações a respeito da discalculia, disgrafia e, principalmente, da disortografia, nos revela certo paradoxo. De acordo com o CID-10, esses três distúrbios estão entre os mais comuns e incidentes já registrados, ficando atrás apenas da Dislexia e do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Contudo, não foi fácil obter dados e materiais de apoio que respaldassem esta pesquisa, tornando-a árdua e demorada. 
Uma possível explicação que se tira deste déficit informativo é que os estudos da discalculia, disgrafia e disortografia estão sempre à sombra das pesquisas a respeito da dislexia, talvez por serem consideradas, por muitos teóricos, como sequelas geradas do transtorno disléxico. No entanto, estudando os distúrbios é possível notar a correlação existente entre eles e, igualmente perceptível, são as suas causas isoladas e independentes.
Há, ainda, muito que  pesquisar, até mesmo sobre a tão falada dislexia. As pesquisas em torno dos distúrbios de aprendizagem serão sempre uma constante, considerando que, por ser distúrbios intrínsecos, cada caso é um caso em específico pelo fato de sermos seres únicos com características funcionais próprias e particulares. 
Os estudos e as teorias sobre os problemas que inibem o desenvolvimento cognitivo surgem de diversas áreas científicas denotando o caráter multidisciplinar que possuem as investigações sobre os mistérios do aprender humano. Tanto é verdadeiro esta multidisciplinaridade que é impossível realizar diagnósticos e tratamentos apenas por uma única linha profissional, visto que os distúrbios afetam várias áreas responsáveis pela cognição.
Entretanto, a pesquisa foi realizada visando, em cada etapa, suprir, em magnitude, as curiosidades e dúvidas em torno do que vem a ser um distúrbio, como diagnosticá-lo e tratá-lo, como delinear atividades de reforço/reeducação, entre outras questões.
Durante a pesquisa muitas coisas foram esclarecidas e descobertas importantes foram feitas, ampliando horizontes e provocando mudanças no ponto de vista profissional e metodológico, o que vem demarcar sucesso significativo quanto aos objetivos propostos desde o início deste trabalho científico.
Portanto, é esperado que este estudo seja de grande utilidade e inspiração a quem precise lidar com a realidade de um distúrbio e que as informações nele contidas possam desmistificar conceitos, incitar novas atitudes e fazer saber que, por mais difícil que possa parecer, uma vida saudável e normal é totalmente possível a todos os que são diagnosticados como portadores de algum distúrbio de aprendizagem.


Monografia apresentada ao Curso de Pós Graduação em Psicopedagogia Clínico Institucional da Escola Superior Aberta do Brasil como requisito para obtenção do título de Especialista em Psicopedagogia Clínico Institucional, sob a orientação do Prof.: Ms. Aloísio Silva.

 Texto da Monografia Camila Souza Domingues

22 março, 2012

Modelos de caixas

Às vezes a vida muda o rumo e toma  caminhos que nunca pensamos tomar. Foi o que aconteceu  quando me mudei do Rio para São Paulo.
Aconteceu como um acaso,   bem devagar...
No aniversario de 30 anos da minha filha Amanda, fiz  caixinhas  para dar aos amigos sem pretensão alguma, somente para preencher o tempo livre, pois estava em um cidade nova sem alunos e sem ter o que fazer.
Aos poucos as encomendas foram crescendo. Primeiro foram os amigos das filhas , depois conhecidos de conhecidos e aconteceu!








Hoje  crio caixas revestidas de tecido, amo  o que faço, ocupa meu tempo e me faz feliz.
Assim criei a Helo Box caixas  exclusivas para você! 

06 fevereiro, 2012

Livro didático do MEC tem erro de português

Reportagem do ano passado mas vale a pena ler novamente.

Alerta aos pais.
  • "12 de maio de 2011 |
  • 23h12 |
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Categoria: Educação

“Nós pega o peixe” ou “os menino pega o peixe”. Os erros gramaticais são apenas alguns encontrados no livro de língua portuguesa Por uma Vida Melhor, da Coleção Viver, Aprender – adotado pelo Ministério da Educação (MEC) e distribuído pelo Programa Nacional do Livro Didático para a Educação de Jovens e Adultos (PNLD-EJA) a 484.195 alunos de 4.236 escolas.

Na avaliação dos autores do livro, o uso da língua popular, ainda que contendo erros, é válido. Os escritores também ressaltam que, caso deixem a norma culta, os alunos podem sofrer “preconceito linguístico”.

Publicado pela Editora Global, o livro apresenta frases erradas e explicações para cada uma delas, como forma de ensinar a maneira correta de falar e escrever. “Você pode estar se perguntando: ‘Mas eu posso falar ‘os livro’?’ Claro que pode.

Mas fique atento, porque, dependendo da situação, você corre o risco de ser vítima de preconceito linguístico”, diz um dos trechos. “Muita gente diz o que se deve e o que não se deve falar e escrever, tomando as regras estabelecidas para a norma culta como padrão de correção de todas as formas linguísticas.”

Correto e adequado
Em nota divulgada pelo Ministério da Educação, a autora Heloisa Ramos justifica o conteúdo da obra. “O importante é chamar a atenção para o fato de que a ideia de correto e incorreto no uso da língua deve ser substituída pela ideia de uso da língua adequado e inadequado, dependendo da situação comunicativa.”

“Como se aprende isso? Observando, analisando, refletindo e praticando a língua em diferentes situações de comunicação”, acrescenta a autora em seu texto.

Heloisa também afirma que o livro tem como fundamento os “documentos do MEC para o ensino fundamental regular e Educação de Jovens e Adultos(EJA)”. Segundo ela, a obra leva em consideração as matrizes que estruturam o Exame Nacional de Certificação de Jovens e Adultos (Encceja).

Procurada pela reportagem, a Editora Global informou, por intermédio de sua assessoria, que é a responsável pela comercialização e pela produção do livro, mas não pelo seu conteúdo."

Comente!

Grande braço

Helô

02 fevereiro, 2012

Texto - Marta Medeiros

Texto na Revista do Jornal O Globo
Martha Medeiros - Jornalista e escritora


'Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes. Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado, decido o cardápio das refeições, cuido dos filhos, telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as unhas e depilação!

E, entre uma coisa e outra, leio livros.

Portanto, sou ocupada, mas não uma workholic.
Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.

Primeiro: a dizer NÃO.
Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO.

Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero.
Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.

Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros..
Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.
Você não é Nossa Senhora.
Você é, humildemente, uma mulher.

E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo.

Tempo para fazer nada.
Tempo para fazer tudo.
Tempo para dançar sozinha na sala.
Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.
Tempo para sumir dois dias com seu amor.
Três dias..
Cinco dias!
Tempo para uma massagem..
Tempo para ver a novela.
Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.
Tempo para fazer um trabalho voluntário.
Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.
Tempo para conhecer outras pessoas.
Voltar a estudar.
Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.
Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.

Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.
Existir, a que será que se destina?
Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.
A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.
Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.

Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!

Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.
Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.

Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C.
Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.

E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante.

02 janeiro, 2012

Acasa de cada um - autor Walcyr Carrasco

" Nesta época, gosto de tratar da vida.
Dou a roupa que não uso mais.
Livros que não pretendo reler.
Envio caixas para bibliotecas.
Ou abandono um volume em um shopping ou café, com uma mensagem: "Leia e passe para frente!".
Tento avaliar meus atos através de uma perspectiva maior. Penso na história dos Três Porquinhos. Cada um construiu sua casa. Duas, o Lobo derrubou facilmente. Mas a terceira resistiu porque era sólida.
Em minha opinião, contos infantis possuem grande sabedoria, além da história propriamente dita.
Imagino que a vida de cada um seja semelhante a uma casa. Frágil ou sólida depende de como é construída.
Muita gente se aproxima de mim e diz: "Eu tenho um sonho, quero torná-lo realidade!"
Estremeço. Freqüentemente, o sonho é bonito, tanto como uma casa bem pintada. Mas sem alicerces. As paredes racham, a casa cai repentinamente e a pessoa fica só com entulho. Lamenta-se.
Diariamente sou procurado por alguém que sonha em ser ator ou atriz sem nunca ter estudado ou feito teatro. Como é possível jogar todas as fichas em uma profissão que nem se conhece? Há quem largue tudo por uma paixão.
Um amigo abandonou mulher e filho recém-nascido. A nova paixão durou até a noite na qual, no apartamento do 10º andar, a moça afirmou que podia voar. "Deixa de brincadeira", ele respondeu. "Eu sei voar, sim!", rebateu ela. Abriu os braços, pronta para saltar da janela. Ele a segurou. Gritou por socorro. Quase despencaram. Foi viver sozinho com um gato, lembrando-se dos bons tempos da vida doméstica, do filho, da harmonia perdida.

Algumas pessoas se preocupam só com os alicerces. Dedicam-se à vida material. Quando venta, não têm paredes para se proteger.
Outras não colocam portas. Qualquer um entra na vida delas.
Tenho um amigo que não sabe dizer não. Empresta seu dinheiro e nunca recebe. Namora mulheres problemáticas. Vive cercado de pessoas que sugam suas energias como autênticos vampiros emocionais. Outro dia lhe perguntei: "Por que deixa tanta gente ruim se aproximar de você?" Garante que no próximo ano será diferente.

Nada mudará enquanto não consertar a casa de sua vida. São comuns as pessoas que não pensam no telhado. Vivem como se os dias de tempestade jamais chegassem. Quando chove, a casa delas se alaga. Ao contrário das que só cuidam dos alicerces, não se preocupam com o dia de amanhã.
Certa vez, uma amiga conseguiu vender um terreno valioso recebido em herança. Comentei: "Agora você pode comprar um apartamento para morar." Preferiu alugar uma mansão. Mobiliou. Durante meses morou como uma rainha. Quase um ano depois, já não tinha dinheiro para botar um bife na mesa.

Aproveito as festas de fim de ano para examinar a casa que construí.
  • Alguma parede rachou porque tomei uma atitude contra meus princípios?
  • Deixei alguma telha quebrada?
  • Há um assunto pendente me incomodando como uma goteira?
  • Minha porta tem uma chave para ser bem fechada, quando preciso, mas também para ser aberta quando vierem as pessoas que amo?
É um bom momento para decidir o que consertar. Para mudar alguma coisa e tornar a casa mais agradável. Ao longo dos anos, cada pessoa constrói sua casa. O bom é que sempre se pode reformar, arrumar, decorar. E na eterna oportunidade de recomeçar, reside a grande beleza de ser o arquiteto da própria vida."

Gostaria que esse ano que se inicia vc possa estar "arrumando" sua casa interior para poder usufruir dela os 365 dias do Ano.
Feliz Ano Novo com todo meu amor por você!

Beijo

professora Helô

22 setembro, 2011

Ola! voltei....


Bom dia meus queridos seguidores, amigos, alunos e ex alunos .

Estive ausente por um período pois o destino me tirou do Rio de Janeiro e me trouxe à São Paulo.
Foram meses de procura por residencia, desencontros e adaptações.
Neste vai e volta entre estados, meio que sem querer acabei ajudando uma sobrinha a organizar a festa de aniversario do Rafael, meu sobrinho neto.
Depois vieram as lembrancinhas para chá de bebe do Mateus, lembranças maternidade, aniversario de 30 anos da minha filha Amanda e o seu noivado algumas semanas depois.



Com isso fui fazendo caixinhas, festas, enfeites e assim mudei o rumo da minha vida .

Voltei a criar, inventar, pesquisar tendencias e fazer "coisinhas" que tanto amo.
Com tantas novidades não me sobrou tempo para lecionar.
Hoje tenho a Helo Box que me traz plena realização profissional.

Confira no link.

Beijo a todos e uma ótima sexta.


Helô.

20 julho, 2011

Definição de saudades.



Artigo do Dr. Rogério Brandão, Médico oncologista

Como médico cancerologista, já calejado com longos 29 anos de atuação profissional (...) "... posso afirmar que cresci e modifiquei-me com os dramas vivenciados pelos meus pacientes.
Não conhecemos nossa verdadeira dimensão até que, pegos pela adversidade,descobrimos que somos capazes de ir muito mais além.
Recordo-me com emoção do Hospital do Câncer de Pernambuco, onde dei meus primeiros passos como profissional.
Comecei a freqüentar a enfermaria infantil e apaixonei-me pela oncopediatria. Vivenciei os dramas dos meus pacientes, crianças vítimas inocentes do câncer. Com o nascimento da minha primeira filha, comecei a me acovardar ao ver o sofrimento das crianças. Até o dia em que um anjo passou por mim!
Meu anjo veio na forma de uma criança já com 11 anos, calejada por dois longos anos de tratamentos diversos, manipulações, injeções e todos os desconfortos trazidos pelos programas de quimios e radioterapias. Mas nunca vi o pequeno anjo fraquejar. Vi-a chorar muitas vezes; também vi medo em seus olhinhos; porém, isso é humano!

Um dia, cheguei ao hospital cedinho e encontrei meu anjo sozinho no quarto. Perguntei pela mãe. A resposta que recebi, ainda hoje, não consigo contar sem vivenciar profunda emoção.

" - Tio, disse-me ela, às vezes minha mãe sai do quarto para chorar escondido nos corredores. Quando eu morrer, acho que ela vai ficar com muita saudade. Mas, eu não tenho medo de morrer, tio. Eu não nasci para esta vida!"
Indaguei:
- E o que morte representa para você, minha querida?
" - Olha tio, quando a gente é pequena, às vezes, vamos dormir na cama do nosso pai e, no outro dia, acordamos em nossa própria cama, não é?"
(Lembrei das minhas filhas, na época crianças de 6 e 2 anos, com elas, eu procedia exatamente assim.)
- É isso mesmo.
"- Um dia eu vou dormir e o meu Pai vem me buscar. Vou acordar na casa Dele, na minha vida verdadeira!"
Fiquei "entupigaitado", não sabia o que dizer. Chocado com a maturidade com que o sofrimento acelerou, a visão e a espiritualidade daquela criança.
"- E minha mãe vai ficar com saudades, emendou ela."
Emocionado, contendo uma lágrima e um soluço, perguntei:
- E o que saudade significa para você, minha querida?

- Saudade é o amor que fica!

Hoje, aos 53 anos de idade, desafio qualquer um a dar uma definição melhor, mais direta e simples para a palavra saudade: é o amor que fica!
Meu anjinho já se foi, há longos anos. Mas, deixou-me uma grande lição que ajudou a melhorar a minha vida, a tentar ser mais humano e carinhoso com meus doentes, a repensar meus valores. Quando a noite chega, se o céu está limpo e vejo uma estrela, chamo pelo "meu anjo", que brilha e resplandece no céu. Imagino ser ela uma fulgurante estrela em sua nova e eterna casa.
Obrigado anjinho, pela vida bonita que teve, pelas lições que me ensinaste, pela ajuda que me deste.
Que bom que existe saudade! O amor que ficou é eterno.

Rogério Brandão
Médico oncologista clinico
RC Recife Boa Vista D4500

19 julho, 2011

FERNANDO FURLANETTO


Fernando Furlanetto nasceu no dia 5 de março de 1897, um ano após seu pai, o italiano Antonio Furlanetto, instalar a primeira marmoraria em São João da Boa Vista.
Em 1911, com apenas 14 anos, partiu para a Itália, a fim de estudar no Instituto de Belas Artes de Pietrasanta. Durante oito anos, Fernando aprendeu a arte de esculpir com os mais famosos professores da época. Logo, o “menino americano” suplantou, em técnica e arte, os próprios italianos natos, conquistando o prêmio máximo do Instituto – a medalha de prata.
Mesmo tendo gabarito para trabalhar em grandes centros, Fernando fixou atelier em sua cidade natal, recebendo encomendas de toda a redondeza. E, assim, pasmou a imprensa local, por sua simplicidade e modéstia diante das maravilhas que produzia.
Considerava como sua obra-prima o monumento funerário de Dina e Angelina de Oliveira Bueno – a filha chamando a mãe, subindo os degraus do céu. Mas logo vieram outras obras impressionantes, como a escultura Caridade, para o jazigo da família do Cel. Joaquim Cândido de Oliveira; a Piedade, para o túmulo de José Pedro de Oliveira; e a monumental capela funerária do Cel. Christiano Osório de Oliveira.
Fernando não se dedicou somente à arte funerária. A maioria dos altares da Igreja Catedral é de sua autoria, além do complexo desenho do portal de ferro da Capela do Santíssimo.
O grande sonho de sua vida era ter mais tempo para se dedicar à “Arte Pura”, não subordinada a injunções financeiras de uma arte meramente “fúnebre”. Algumas de suas estatuetas ainda enfeitam salas de visitas da cidade. Das mais famosas, a Bailarina é a própria música, na delicadeza dos gestos, entrelaçando-se ao vestido esvoaçante – e a Volúpia, êxtase feminino no divã, uma ousadia para a São João dos anos 30.
“Para mim, o mármore é um fascínio. Eu não sei fazer outra coisa. A escultura tem sido a minha vida, e agora que os meus olhos já não me ajudam, sinto apenas tristeza...”, disse em sua última entrevista, aos 78 anos de idade.
Fernando Furlanetto faleceu no dia 20 de abril de 1975.

Historiador:
ANTONIO CARLOS RODRIGUES LORETTE
ARQUITETO URBANISTA

ROTEIROS POR ALGUMAS OBRAS DO CEMITÉRIO
Antonio Carlos Rodrigues Lorette (historiador)
O Cemitério Antigo de São João da Boa Vista conta com um rico patrimônio, mas pouco reconhecido pela população sanjoanense. São mais de 300 túmulos, jazigos e capelas, de valor histórico, artístico e arquitetônico, além de seu contexto ambiental, com boa parte do muro original e ruas arborizadas. É um museu a céu aberto, com o melhor acervo de obras do escultor sanjoanense Fernando Furlanetto. Convidamos você para percorrer as alamedas do cemitério, apresentando um guia resumido de seus monumentos e histórias.

14 julho, 2011

Técnicas de aquarelas- esticando o papel

Ola caros alunos, como pediram aqui está:

Há vários tipos de papel próprios para aquarela. Você pode comprá-los em folhas avulsas ou em blocos (que são mais econômicos). O papel varia em textura da superfície (porosidade), em peso (gramatura), dependendo de sua espessura, em tamanho. Comece a pintar em papel comum desde que não muito fino ou brilhante. Mas o papel escolhido deverá ser sempre branco ou amarelado. Caso contrário, estragará a limpidez tão característica da aquarela. Há três tipos de textura: áspera, com porosidade acentuada, média e lisa. O papel tende a se enrugar quando molhado e, quanto mais fino, maior essa tendência. Estique-o Previamente

Preparando o papel leve


Folhas de papel do tipo até 285g de peso precisam ser esticadas. Do contrario ficarão enrugadas. O papel deve ser mergulhado em água e depois preso com firmeza a uma superfície lisa, onde secará bem esticado. Para isso, tenha à mão um rolo de fita crepe de uns 5 cm. de largura, tesoura, dois panos de prato limpos e uma pia. Corte os pedaços de fita crepe 5cm. maior que as dimensões da folha de papel . Mergulhe então a folha na pia com água fria. Retire o papel após alguns segundos e sacuda delicadamente para eliminar o excesso de água. Coloque-o entre os dois panos de prato, esticando-o com cuidado para que parte da água seja absorvida. ponha o papel numa prancheta de desenho (ou numa mesa bem plana), com cuidado de verificar se está perfeitamente alongado e na posição horizontal. Cole as tiras de fita crepe ao longo dos quatro lados. Um terço da largura da fita deve ficar preso ao papel e dois terços a prancheta, aproximadamente.
Com isso, o papel não despregará. Deixe secar naturalmente, longe de calor direto, durante algumas horas e só comece seu trabalho quando o papel estiver bem seco.
Tenha certeza de que a superfície do papel esteja plana enquanto ele seca. Caso contrário, a água escorrerá, acumulando-se em um dos lados da folha de papel e provocando secagem desigual.

10 julho, 2011

psicóloga X Cazuza

Esse cidadão dizia: "todos os meus heróis morreram de overdose" e era aplaudido.

È... deviam colocar o texto num outdoor na praça Cazuza, no Leblon – Rio de Janeiro.

Esta mensagem precisa ser retransmitida para todas as famílias!

Uma psicóloga escreveu corajosamente algumas verdades no seguinte texto abaixo:


'Fui ver o filme Cazuza há alguns dias e me deparei com uma coisa estarrecedora.. As pessoas estão cultivando ídolos errados.
Como podemos cultivar um ídolo como Cazuza?
Concordo que suas letras são muito tocantes, mas reverenciar um marginal como ele, é, no mínimo, inadmissível.
Marginal, sim, pois Cazuza foi uma pessoa que viveu à margem da sociedade, pelo menos uma sociedade que tentamos construir (ao menos eu) com conceitos de certo e errado.
No filme, vi um rapaz mimado, filhinho de papai que nunca precisou trabalhar para conseguir nada, já tinha tudo nas mãos. A mãe vivia para satisfazer as suas vontades e loucuras. O pai preferiu se afastar das suas responsabilidades e deixou a vida correr solta.
São esses pais que devemos ter como exemplo?
Cazuza só começou a gravar porque o pai era diretor de uma grande gravadora..
Existem vários talentos que não são revelados por falta de oportunidade ou por não terem algum conhecido importante.
Cazuza era um traficante, como sua mãe revela no livro, admitiu que ele trouxe drogas da Inglaterra, um verdadeiro criminoso. Concordo com o juiz Siro Darlan quando ele diz que a única diferença entre Cazuza e Fernandinho Beira-Mar é que um nasceu na zona sul e outro não.
Fiquei horrorizada com o culto que fizeram a esse rapaz, principalmente por minha filha adolescente ter visto o filme. Precisei conversar muito para que ela não começasse a pensar que usar drogas, participar de bacanais, beber até cair e outras coisas, fossem certas, já que foi isso que o filme mostrou.
Por que não são feitos filmes de pessoas realmente importantes que tenham algo de bom para essa juventude já tão transviada? Será que ser correto não dá Ibope, não rende bilheteria?
Como ensina o comercial da Fiat, precisamos rever nossos conceitos, só assim teremos um mundo melhor.
Devo lembrar aos pais que a morte de Cazuza foi consequência da educação errônea a que foi submetido. Será que Cazuza teria morrido do mesmo jeito se tivesse tido pais que dissesem NÃO quando necessário?
Lembrem-se, dizer NÃO é a prova mais difícil de amor.
Não deixem seus filhos à revelia para que não precisem se arrepender mais tarde. A principal função dos pais é educar.. Não se preocupem em ser 'amigo' de seus filhos..
Eduque-os e mais tarde eles verão que você foi à pessoa que mais os amou e foi, é, e sempre será o seu melhor amigo, pois amigo não diz SIM sempre. '

Karla Christine
Psicóloga Clínica

14 junho, 2011

Critérios e diagnósticos ( CID _10) deficit de atenção/ hiperatividade

Para se diagnosticar um caso de TDAH é necessário que o individuo em questão apresente pelo menos seis dos sintomas de desatenção e/ou seis dos sintomas de hiperatividade; além disso os sintomas devem manifestar-se em pelo menos dois ambientes diferentes e por um período superior a seis meses.


Com predomínio de desatenção.

Caso seis (ou mais) dos seguintes sintomas de desatenção persistiram por pelo menos 6 meses, em grau mal-adaptativo e inconsistente com o nível de desenvolvimento:

  1. Freqüentemente deixa de prestar atenção a detalhes ou comete erros por descuido em atividades escolares, de trabalho ou outras
  2. Com freqüência tem dificuldades para manter a atenção em tarefas ou atividades lúdicas
  3. Com freqüência parece não escutar quando lhe dirigem a palavra
  4. Com freqüência não segue instruções e não termina seus deveres escolares, tarefas domésticas ou deveres profissionais (não devido a comportamento de oposição ou incapacidade de compreender instruções)
  5. Com freqüência tem dificuldade para organizar tarefas e atividades
  6. Com freqüência evita, antipatiza ou reluta a envolver-se em tarefas que exijam esforço mental constante (como tarefas escolares ou deveres de casa)
  7. Com freqüência perde coisas necessárias para tarefas ou atividades (por ex., brinquedos, tarefas escolares, lápis, livros ou outros materiais)
  8. É facilmente distraído por estímulos alheios à tarefa
  9. Com freqüência apresenta esquecimento em atividades diárias

[editar]Com predomínio de Hiperatividade e Impulsividade

Caso seis (ou mais) dos seguintes sintomas de hiperatividade persistiram por pelo menos 6 meses, em grau mal-adaptativo e inconsistente com o nível de desenvolvimento:

Hiperatividade
  1. Freqüentemente agita as mãos ou os pés ou se remexe na cadeira
  2. Freqüentemente abandona sua cadeira em sala de aula ou outras situações nas quais se espera que permaneça sentado
  3. Freqüentemente corre ou escala em demasia, em situações nas quais isto é inapropriado (em adolescentes e adultos, pode estar limitado a sensações subjetivas de inquietação)
  4. Com freqüência tem dificuldade para brincar ou se envolver silenciosamente em atividades de lazer
  5. Está freqüentemente "a mil" ou muitas vezes age como se estivesse "a todo vapor"
  6. Freqüentemente fala em demasia
Impulsividade
  1. Freqüentemente dá respostas precipitadas antes de as perguntas terem sido completadas
  2. Com freqüência tem dificuldade para aguardar sua vez
  3. Freqüentemente interrompe ou se mete em assuntos de outros (por ex., intromete-se em conversas ou brincadeiras)

[editar]Critérios para ambos

Em ambos os casos esses critérios também devem estar presentes[1]:

  • Alguns sintomas de hiperatividade-impulsividade ou desatenção que causaram prejuízo estavam presentes antes dos 7 anos de idade.
  • Algum prejuízo causado pelos sintomas está presente em dois ou mais contextos (por ex., na escola [ou trabalho] e em casa).
  • Deve haver claras evidências de prejuízo clinicamente significativo no funcionamento social, acadêmico ou ocupacional.
  • Os sintomas não ocorrem exclusivamente durante o curso de um Transtorno Invasivo do Desenvolvimento, Esquizofrenia ou outro Transtorno Psicótico e não são melhor explicados por outro transtorno mental.

Os sintomas de desatenção, hiperatividade ou impulsividade relacionados ao uso de medicamentos (como broncodilatadores, isoniazida e acatisia por neurolépticos) em crianças com menos de 7 anos de idade não devem ser diagnosticados como TDAH.

Pessoas com TDAH tem problemas para fixar sua atenção em coisas por mais tempo do que outras, interessantemente, crianças com TDAH não tem problemas para filtrar informações. Elas parecem prestar atenção aos mesmos temas que as crianças que não apresentam o TDAH prestariam. Crianças com TDAH se sentem chateadas ou perdem o interesse por seu trabalho mais rapidamente que outras crianças, parecem atraídas pelos aspectos mais recompensadores, divertidos e reforçativos em qualquer situação, essas crianças também tendem a optar por fazer pequenos trabalhos no presente momento em troca de uma recompensa menor, embora mais imediata, ao invés de trabalhar mais por uma recompensa maior disponível apenas adiante. Na realidade, reduzir a estimulação torna ainda mais difícil para uma criança com TDAH manter a atenção. Apresentam também dificuldades em controlar impulsos. Os problemas de atenção e de controle de impulsos também se manifestam nos atalhos que essas crianças utilizam, em seu trabalho. Elas aplicam menor quantidade de esforços e despendem menor quantidade de tempo para realizar tarefas desagrádaveis e enfadonhas.



Déficit da atenção

O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é uma síndrome caracterizada por desatenção, hiperatividade e impulsividade causando prejuízos a si mesmo e aos outros em pelo menos 2 contextos diferentes (geralmente em casa e na escola/trabalho). Entre 3% e 6% das crianças em fase escolar foram diagnosticadas com este transtorno.Entre 30 a 50% dos casos persistem até a idade adulta. Sua causa, o diagnóstico, sua utilização para justificar mal desempenho acadêmico e o grande número de tratamentos desnecessários com anfetaminas geram polêmica desde a década de 70.
Na Classificação Internacional de Doenças da OMS mais recente (CID-10) é classificado como um Transtorno Hipercinético.

Características
a impulsividade aumentam as chances de acidentes, lesões, brigas e uso de drogas.

O transtorno se caracteriza por frequente comportamento de desatenção, inquietude e impulsividade, em pelo menos três contextos diferentes (casa, creche, escola, trabalho...).

O Dicionário de Saúde Mental atual (DSM IV) subdivide o TDAH em três tipos:

  • TDAH com predomínio de sintomas de desatenção;
  • TDAH com predomínio de sintomas de hiperatividade/impulsividade e;
  • TDAH combinado.

O TDAH é um transtorno psiquiátrico que tem como características básicas a desatenção, a agitação (hiperatividade) e a impulsividade, podendo levar a dificuldades emocionais, de relacionamento, bem como a baixo desempenho escolar e outros problemas de saúde mental. Embora a criança hiperativa tenha muitas vezes uma inteligência normal ou acima da média, o estado é caracterizado por problemas de aprendizado e comportamento.

Os professores e pais da criança hiperativa devem saber lidar com a falta de atenção, impulsividade, instabilidade emocional e hiperativa incontrolável da criança.

A criança com Déficit de Atenção muitas vezes se sente isolada e segregada dos colegas, mas não entende por que é tão diferente. Fica perturbada com suas próprias incapacidades. Sem conseguir concluir as tarefas normais de uma criança na escola, no playground ou em casa, a criança hiperativa pode sofrer de estresse, tristeza e baixa auto-estima.


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