14 junho, 2010

Missão Cumprida!

Hoje foi meu ultimo dia com meu querido " O".
Este é o nome que vou dar a este ex-aluno.
Há 18 meses aproximadamente recebi um telefonema as 5 horas da manhã. Sonolenta a principio achei que era “trote”. Um senhor se identificava como Dr. Tal e queria aulas para o filho. Zonza de sono sentei na cama e pedi o numero do telefone para entrar em contato mais tarde. Marquei um horário para atender aquela família que me pareceu muito angustiada.
Fui ao local e deparei com uma casa imunda, serio muito suja onde um cão filhote estava preso em um lavabo e o cheiro era insuportável.
Fiquei chocada em ver um casal de meia idade, médicos neurologistas com um filho de 7 anos que nunca havia ido a escola. Achei estranho, mas mesmo contra o desejo de minha família, (comente em casa o ocorrido) comecei a dar aulas noturnas três vezes por semana.
Os horários da família eram e são fora do normal. “O” levantava as 16 ou 17 horas tomava café da manhã (muitas vezes feijão em lata), almoçava as 23 horas e jantava as quatro da manhã.
O pai um medico brilhante, professor da UERJ, é de uma bondade e paciência extrema.
A mãe não dá para descrever... usa dourado de dia, unhas pretas, mini saia é um pouco louquinha.
Aos poucos fui observando o comportamento extraordinário daquela mãe que deixava o filho dormindo por pena, preguiça ou sei la o que. Mas... voltando ao que interessa. Consegui alfabetizar “O” e este ano começou a frequentar uma escola regular.
Consegui que ele tivesse aulas diurnas todos os dias da semana e adorava lecionar para este menino.
Hoje recebi a noticia que ele ficará tempo integral e assim sendo não precisará de meus serviços como professora, amiga e babá.
Sim babá, pois ate ao cinema eu levei. "O" nunca havia assistido um desenho animado ou feito programa com crianças normais.
Sinto orgulho por "O" ter superado tantas dificuldades e sei que cumpri uma missão. Vou sentir saudades dos olhinhos brilhantes, das sardas e do sorriso alegre do garoto que aprendeu a ler e escrever comigo e me ensinou infinitas outras coisas.

Espero que "O" consiga terminar os estudo e seja feliz!

13 junho, 2010

Alerta!

Ola!
Estou colocando aqui um pequeno alerta sobre a volta do uso das pulseiras coloridas.
Observei que nas ultimas semanas as crianças e jovens voltaram a usar as pulseiras coloridas.
Uma emissora de TV de grande porte, trouxe de volta o usso destas como presilhas ou "molinhas" de cabelo e os jovens estão usando como pulseiras.
Com toda ingenuidade peculiar das crianças, algumas delas nem imaginam o significado mas, infelismente existem adultos doentes que se aproveitam disso para satisfazerem suas taras.
Foi o que aconteceu com "M", um garoto de 7 anos, meu aluno. Morando em um condomínio de luxo da Barra da Tijuca cheio de seguranças e cameras por todos cantos, infelismente isso nao foi impécilio para um homem, advogado de aproximadamente 38 anos, "doente", tirar proveito deste jogo sexual para fazer suas maldades.
Pais alertem seus filhos!
Particularmente acho que não tem importancia usar as tais pulseirinhas coloridas mas, é de bom tom ficarmos em alerta.

Boa semana à todos!


Beijinhos.

07 fevereiro, 2010

Uma brincadeira Sexual chamada de SNAP


O que antes era uma simples moda, parece ter virado uma tremenda dor de cabeça , para usuários e pais. Falo da moda das pulseiras coloridas que está pegando forte em adultos, adolescente e crianças. As pulseiras que até então eram tidas como inocentes enfeites, tornou-se um jogo. Um jogo Sexual, chamado SNAP.

Uma reportagem sensacionalista da Rede Tv, exibida no dia 04/12/09 no programa Manhã Maior, revela que na Inglaterra essas pulseiras são usadas para uma brincadeira Sexual chamada de SNAP, que consiste em arrebentar a pulseira de alguém e receber depois o prêmio correspondente indicado pelo significado da cor da pulseira arrebentada.

A reportagem com o sugestivo título: "Atenção pais! Pulseiras da moda possuem conotações sexuais". Tenta nos fazer crer que quem usa essas pulseiras participa do jogo. Mas na verdade a reportagem pode estar introduzindo uma moda até então inexistente. Uma quase lenda urbana. Será que sem a ajuda da RedeTV, essa moda nãopassaria antes mesmo do conhecimento do tal jogo? Talvez sim, talvez, não. O fato é que agora só se fala nisso.

Obviamente o assunto teve repercussão e ganhou espaço na internet, chegando aos pais da galerinha que usa as pulseira. Adolescentes e adultos que de nada sabiam do tal Jogo na Inglaterra, e usam as pulseiras meramente como objeto decorativo, também ficaram apreensivos. Muitos pararam de usar, outros apenas ignoram e simplesmente não dão trela para tal jogo, não o jogando. Afinal não foi essa a intenção que tiveram ao comprarem as pulseiras e continua não sendo essa a intenção ao usa-las.


O jogo até então não existia aqui no Brasil. Pode ser que exista ou passe a existir. Mas obviamente se restringirá ou se restringe, a um grupo de pessoas cuja prática sexual já seja banal.
Certamente nenhuma menina decente irá sair fazendo sexo só por que teve sua pulseira arrebentada.

O maior temor em relação a notícia da reportagem, fica por conta dos pais dos míudos, temerosos que estão da influência negativa que possam ter suas crianças com uma possível iniciação sexual precoce. Temem, muito justamente, que por serem inocentes , suas crianças façam o que mandam as regras do jogo, até então inexistente aqui. O pior é que realmente isso pode acontecer. Afinal, foi dada uma abertura para as investidas dos predadores sexuais.

Com isso não se brinca, não se desdenha, não se arrisca. Aproveite as férias escolares para retirar as pulseiras de suas crianças, com calma e psicologia. Mesmo que elas relutem, retire-as. Mais vale uma criança frustrada por não participar de uma moda passageira do que uma criança "estuprada" por um jogo idiota.



Eis os significados das cores das Pulseiras coloridas do jogo do sexo SNAP o “último grito” do comportamento promíscuo que sugere, cada vez mais, que a inocência da infância pertence a um passado distante.


Branca - menina escolhe o que quer fazer

Amarela – abraço no rapaz

Laranja – significa uma “dentadinha do amor”

Roxa – beijo com língua (possível sexo)

Rosa – a menina tem que mostrar os seios

Vermelha – tem que fazer uma lap dance (dança erótica)
Azul – menina tem que fazer sexo oral

Verdes – chupões no pescoço

Preta – fazer sexo com o rapaz que arrebentar a pulseira

Dourada – fazer todos citados acima



Leia mais: http://www.estimulanet.com/2009/12/pulseiras-coloridas-ou-pulseiras-do.html#ixzz0erw2rIe3
Under Creative Commons License: Attribution

Leia mais na internet : estimulanet "ponto" com

Pulseiras do sexo


Reino Unido
As pulseiras do sexo
29 09 2009 10.30H
À primeira vista, uma colorida pulseira de plástico nos pulsos de crianças parece inocente. Mas na realidade são um código para as suas experiências sexuais, onde cada cor significa um grau de intimidade, desde um abraço até ao sexo propriamente dito.

Vera Esteves vesteves@destak.pt

Poderia confundir-se com mais uma daquelas modas que pega, uma vez que é usado por milhares em várias escolas primárias e preparatórias no Reino Unido e custa apenas uns cêntimos em qualquer banca ao virar da esquina. E antes fosse.

Mas as diferentes cores das ditas pulseiras de plástico – preto, azul, vermelho, cor-de-rosa, roxo, laranja, amarelo, verde e dourado – mostra até que ponto os jovens estão dispostos a ir, se se proporcionar, desde dar um beijo até fazer sexo.

Andam uns atrás dos outros nos recreios das escolas, na tentativa de rebentar uma das pulseiras. Quem a usava terá de “oferecer” o ato físico a que corresponde a cor. É o “último grito” do comportamento promíscuo que sugere, cada vez mais, que a inocência da infância pertence a um passado longínquo.

Quase tão chocante como as “festas arco-íris” – encontros com muito álcool e droga à mistura, em que as meninas-moças usam batons de cores diferentes para deixar a “marca” nos rapazes após o sexo oral -, as «pulseiras do sexo», que custam apenas um euro (um pacote com várias), têm um custo maior que foge ao alcance de muitos pais.

«A amarela é a melhor porque significa que só se tem de abraçar um rapaz. A laranja significa uma “dentadinha de amor” e a roxa já dá direito a um beijo com língua», explica uma menina de 12 anos ao jornal The Sun. Todavia, à medida que a paleta de cores avança, o nível de intimidade também é maior: «se um rapaz rebentar uma pulseira cor-de-rosa, a menina tem de lhe mostrar o peito, se for vermelha tem de lhe fazer uma lap dance e azul é sexo oral», continua. As verdes são as dos «chupões no pescoço».

As pulseiras mais ambicionadas são a preta e a dourada, significando a primeira «ir até ao fim com um rapaz» e a segunda todos os atos descritos anteriormente, do mais inocente ao mais impróprio para a idade. «A douradas são muito raras, por isso se encontrares uma na loja, tem de obrigar a tua mãe a ir comprá-la!», explica.

Símbolo de respeito

Como quase em tudo nestas idades, existe um estigma por detrás das pulseiras: quem não as usar é ostracizado e quem usar as cores preto e dourado é mais respeitado. «No meu grupo da escola, a líder – que serve de exemplo para todos – só usa pulseiras pretas e douradas. Todos os rapazes da minha turma usam pretas e se uma rapariga também usa, eles gostam todos dela», conta a criança de 12 anos.

Shannel Johnson, de 32 anos, descobriu através da filha, de oito, o significado das pulseiras e admitiu ao The Sun que nunca suspeitaria do código subjacente. Quando a filha Harleigh lhe disse que se alguma rebentasse, tinha de fazer um «bebé com um rapaz», Shannel teve uma conversa com a filha, chamando-a à realidade.

Esta mãe, preocupada, começou a pesquisar na Internet e descobriu sites onde se vendiam as pulseiras, grupos no Facebook e fóruns de menores a discutir quem usava que cores. Enquanto alguns pais já confiscaram as pulseiras, muitos continuam na ignorância do significado destes acessórios aparentemente da moda. " Creditos Destak.

Alerta aos Pais

Estou colocando artigos sobre a moda das "pulseiras coloridas" para esclarecimento a pais e ou resposáveis de crianças e adolescentes.

À primeira vista, uma colorida pulseira de plástico nos pulsos de crianças parece inocente.
Mas na realidade elas são um código para as suas experiências sexuais, onde cada cor significa um grau de intimidade, desde um abraço até ao sexo propriamente dito.
Poderia confundir-se com mais uma daquelas modas que pega, uma vez que é usado por milhares em várias escolas primárias e preparatórias no Reino Unido e custam apenas uns centavos em qualquer banca ao virar da esquina.
Mas as diferentes cores das ditas pulseiras de plástico – preto, azul, vermelho, cor-de-rosa, roxo, laranja, amarelo, verde e dourado – mostra até que ponto os jovens estão dispostos a ir, se proporcionar, desde dar um beijo até fazer sexo.

Andam uns atrás dos outros nos recreios das escolas, na tentativa de rebentar uma das pulseiras. Quem a usava terá de “oferecer” o ato físico a que corresponde à cor. É o “último grito” do comportamento promíscuo que sugere, cada vez mais, que a inocência da infância pertence a um passado distante.
Quase tão chocante como as “festas arco-íris” – encontros com muito álcool e droga à mistura, em que as meninas usam batons de cores diferentes para deixar a “marca” nos rapazes após o sexo oral -, as “pulseiras do sexo”, que custam apenas um euro (um pacote com várias), têm um custo maior que foge ao alcance de muitos pais.
Significado das cores:
» Amarela – é a melhor porque significa das um abraço no rapaz;
» Laranja – significa uma “dentadinha do amor”;
» Roxa – já dá direito a um beijo com língua;
» Cor-de-rosa – a menina tem de lhe mostrar o peito;
» Vermelha – tem de lhe fazer uma lap dance;
» Azul – fazer sexo oral praticado pela menina;
» Verdes – são as dos chupões no pescoço;
» Preta – significa fazer sexo com o rapaz que arrebentar a pulseira;
» Dourada – fazer todos citados acima;

Símbolo de respeito
Como quase em tudo nestas idades, existe um estigma por detrás das pulseiras: quem não as usar é excluído e quem usar as cores
preto e dourado é mais respeitado. “No meu grupo da escola, a líder – que serve de exemplo para todos – só usa pulseiras pretas e douradas. Todos os rapazes da minha turma usam pretas e se uma rapariga também usa, eles gostam todos dela”, conta a criança de 12 anos.
Shannel Johnson, de 32 anos, descobriu através da filha, de oito, o significado das pulseiras e admitiu ao The Sun que nunca suspeitaria do código subjacente. Quando a filha Harleigh lhe disse que se alguma rebentasse, tinha de fazer um “bebe com um rapaz”, Shannel teve uma conversa com a filha, chamando-a à realidade.
Esta mãe, preocupada, começou a pesquisar na Internet e descobriu sites onde se vendiam as pulseiras, grupos no Facebook e fóruns de menores a discutir quem usava que cores. Enquanto alguns pais já confiscaram as pulseiras, muitos continuam na ignorância do significado destes acessórios aparentemente da moda.


Preste muita atenção, estas pulseiras já chegaram ao Brasil!


Artigo GazetaOnline 10/11/09 –
Pulseiras do sexo: uma mania adolescente

Nota site Acores:
Foi o jornal Inglês The Sun que trouxe o assunto para a discussão ao publicar um artigo em que afirmava que nas escolas inglesas os adolescente usam pulseiras coloridas para trocar entre si mensagens de teor sexual.
Essas pulseiras que foram muito usadas nos anos 80, feitas à base de silicone, custam apenas uns cêntimos e existem em variadas cores.
Segundo o jornal inglês, os adolescentes teriam então inventado vários jogos com as respectivas pulseiras, cujo objetivo é sempre o mesmo: ao rebentar uma pulseira duma determinada cor, o rapaz terá direito a reclamar o comportamento sexual da menina, que pode ir desde um abraço ou beijo até a uma relação sexual.

Note-se que não se trata de nenhum tipo de violência, mas de um jogo que é aceito por ambas as partes. Este aspecto é muito importante e confundiu por completo os adultos, pois que para além do jogo em si, muitas adolescentes usam as ditas pulseiras apenas como objectos decorativos. " Os creditos deste artigo são do site Maqgoo.



30 janeiro, 2010

Renascimento de um ente querido

Tive meu afilhado e sobrinho, Guilherme Furlanetto Bertogna, dentro de uma UTI por vários dias. Abaixo coloco depoimento de minha irmã sobre estes dias.
Este é um testemunho de um milagre de Deus em nossas vidas.

De vez em quando recebemos a grata noticia do nascimento de alguém, um neto, filho de um conhecido, de um amigo, sobrinho, enfim sempre esperamos ver como será o rostinho, a cor dos olhos, com quem se parece mais. Sempre uma coisinha ou outra nos faz lembrar alguém da família e isso nos deixa com aquela sensação de paz que só um novo ser é capaz de nos transmitir. Durante 89 dias eu também esperei com uma plenitude inexplicável o renascer de meu filho, e foi uma gestação forte, arriscada,corajosa, de esperança, angustia, ansiedade, mas nunca de desespero. Nos primeiros 11 ou 12 dias Deus me levou para um mundo à parte, longe dos medos, das raivas, das horas, perdi o tempo, já não me preocupava com datas nem horários. Noites de sono, dos momentos de dor extrema, momentos em que eu queria entrar dentro do Gui ou pedir para que Deus tivesse misericórdia e se quisesse, que o levasse daqui, para não sofrer tanto. Foram só alguns dias assim, depois me encontrei com o silencio, foi quando despertei para a segurança DIVINA e entreguei meu filho, sim porque eu já não conseguia enfrentar tanta dor. Durante esse percursos sombrio, fiz muitos amigos, que estavam ali na sala de espera da UTI, nos consolávamos, nos entregávamos a um abraço para sentirmos um pouco de aconchego. Gente do Brasil inteiro naqueles instantes de espera,de uma nova e duvidosa noticia. Alguns se despediram felizes porém outros aos prantos, mas nos fortificamos na união da solidariedade, sempre falávamos de Deus, Jesus, milagres, morte e vida. Conheci um mundo muito triste, mas muito forte e poderoso, enfermeiros dedicados que passam as noites cuidando (eles choram também!!), conheci médicos incríveis ( eles se cansam, riem e soluçam quando choram, nem sempre conseguem salvar as vidas que lhes são entregues). Encontrei faxineiras, copeiras, ajudantes, manobristas, ascensoristas, que dizem bom dia com um sorriso no rosto! Todas as pessoas da área médica que atenderam o Gui o chamavam pelo nome, pediam licença quando precisavam cuidar dele, mesmo quando ele não os ouvia, dias em que estava num outro mundo (coma induzido ou com doses de medicações que o tiravam deste mundo). A vida fora do Hospital continuava, amigos sempre pedindo noticias, pessoas queridas que reservaram momentos e dias para rezar, me fazer companhia, me dar forças. Obrigada a todos vocês! Com certeza a nossa união nas orações foi muito importante para o reestabelecimento dele e eu pude sentir realmente as pessoas de meu lado, nunca me senti desamparada, nem sozinha pois também tinha Deus dentro de mim. A caridade de muitos ficou marcada dentro de mim. Hoje, depois de uma longa e difícil jornada, meu filho dorme em nosso apartamento, no quarto ao lado, posso ouvir a respiração dele daqui, e sei que nossas vidas é feita de amigos verdadeiros de gente corajosa e de FÉ! A família reestruturou a vida de meu filho, deu-lhe carinho e amor. Deus deu-lhe a salvação!
O Gui renasceu muito melhor que antes.
Agora é esperar mais um tempo, para que o restabelecmento venha por inteiro e enfim seja concluído.
Eu também renasci para um mundo mais bonito, sem egoísmos, nem vaidades ou orgulhos tolos. Acho que consegui querer ser melhor amanhã do que fui hoje, e percebi que ser mãe é mesmo padecer no paraíso...
Amo vocês!
Silvana.

12 novembro, 2009

Amar tambem é dizer Não!

Fiquei um longo tempo sem tempo para escrever.

Às vezes sinto muita vontade de postar minhas experiências, mas este ano com 10 alunos fica difícil sobrar tempo.
Muitas aulas para preparar, coisas para resolver, reunião com pedagogos e psicólogos, pais, tias e avos.
Na verdade acho o fim este tratamento “tia” às vezes me soa com ar de deboche, mas vamos ao que interessa.

Este ano tive 3 alunos interessantes e vou contar suas historias oportunamente.

O primeiro aluno é filho de médicos e nunca, isso mesmo, nunca foi à escola e me propus a alfabetiza-lo.

O Segundo é hiperativo. Filho de militar muito rigido e exigente a mãe introspectiva, assustada até e não aceitam a ideia de que seja hiperativo, o garoto é uma delicia meigo, fofo e lindo, mas irrequieto e sem concentração.

A terceira também um doce, com leve deficiência que os pais fingem não perceber.O pai oficial graduado da marinha as vezes se exaspera diante da incompreenção da filha com problemas de matemática.Esta história conto depois.

Vejo todas estas famílias e algumas mais que já não tenho contato profissional; com mães ausentes ou muito ocupadas sem tempo de dar atenção aos filhos correndo atrás do dinheiro para poder comprar mais e mais e daí pergunto: vale a pena??
Noventa por cento dos meus alunos são crianças ótimas e sem amor. Sentem falta de carinho, do toque e às vezes percebo que: pegando na mãozinha para ajudar em alguma coisa ou ao encostar-me nelas estão loucas por um abraço, por carinho e sedentas de atenção. Lembram-me passarinhos pequenos, delicados e feridos.
Muitas delas agem desta forma para chamarem atenção e conseguem tirando notas baixas.

Pais prestem atenção em seus filhos!!!!! Abracem mais. Deem limites. Mas sem gritos ataques e agressões verbais ou fisica

Carinho também vem em forma do NÃO.

Beijinhos ate mais!

08 junho, 2009

Coisas de professor!

Lendo este artigo, escrito por um colega, resolvi colocá-lo (em parte) aqui no blog, como forma de apoio.

Concordo plenamente com atitude tomada e estamos em luta permanente contra a falta de cultura e educação para com nossos jovens.


“Prezado Luiz,

Bonitas palavras.

Mas vá ser professor.

É muito fácil falar. Escrever mais ainda.

Mas trabalhar “fomento a leitura, incentivo a poesia, cultura local, cordel, manifestações artísticas e culturais” em uma escola, por exemplo, como a que trabalho, é extremamente difícil.

... Verba para ônibus? Não temos.

Pegar ônibus de carreira? Proibido pela Secretaria de Educação e, mesmo assim, impossível fazê-lo com uma turma inteira e os microônibus com uma entrada e roleta colada na porta que os servem. E igualmente impossível fazer isso pegando dois ou três ônibus, o que muitos dos lugares requerem.

Já quase saí na porrada com motorista e fiscal por causa disso, se você quer saber.

Mesmo assim, apesar de tudo, realizo muitas atividades diferenciadas com a intenção de ajudá-los a ver a vida de modo diferente. Coloco música em sala (não funk, apesar das reclamações), trabalho com arte, já produzi peças teatrais, desenvolvi projetos, saídas em campo, poesias, redações etc.

Procure em meus outros artigos e veja as produções.

Portanto, Luiz, eu tenho todo o direito de reprovar “a atitude generalizada dos alunos”.

Mas você nem ninguém têm o direito de dizer que ao fazê-lo “é porque não estamos mais aptos a exercer a função de educador ou professor”.

Tenho todo o direito porque quem está para fazer algo por eles sou eu.

Se você quer saber nem mesmo muitos pais e mães estão.

Mas com certeza não está quem critica minha crítica.

Não está a secretária de educação.

Não está o governador.

Não está o presidente da república.

Mas todos querem uma educação de qualidade e ela recai somente sobre os professores.

Sabe por quê? Porque sabe quem está lá?

Estou “nós”, professor.

“Nós” que preparamos nossa aula e levamos chiclete no cabelo (fatos já ocorridos comigo…).

“Nós” que pensamos em algo diferente para eles e não conseguimos fazer que façam.

“Nós” que oferecemos a eles uma aula com arte e os vemos fazendo guerra de tintas ou de argila, rabiscando paredes e carteiras.

Nós” que chegamos para dar aulas e somos recebidos com um “ah, professor, por que que você veio?”.

“Nós” que chamamos a atenção de quem está fazendo bagunça atrapalhando os colegas e somos ignorados ou agredidos verbalmente.

“Nós” que enfeitamos a sala e os corredores em um dia e os vemos todos sujos, rasgados, mulambentos no outro.

“Nós” que levamos filmes para passar e sofremos para conseguir uma Tv com DVD que funcione e, quando conseguimos, temos que parar inúmeras vezes para solicitar silêncio e atenção.

“Nós” que estamos lá.

“Lá” não estão os que criticam, a secretária de educação, o governador, o presidente da república, os responsáveis…

“Lá” estamos nós, o professor.

E, lembre-se, que ao apontar àqueles que “quando reprovam a atitude generalizada dos alunos é porque não estão mais aptos a exercer a função de educador ou professor”, você está com “um dedo apontado para eles e cinco para você”.

Não tenho mais, como achava, o dom da certeza absoluta; então, talvez você tenha razão: não estamos aptos a exercer a função de educador ou professor, pois as condições que nos dão não nos deixam sê-lo…

Artigo na integra na pagina: http://diariodoprofessor.com/2008/10/20/escola-professores-alunos-educacao-era-um-projeto-de-resposta-virou-um-artigo/

13 maio, 2009

Questionamento



Hoje, levei o dia com dificuldade.

Este ano fui convidada para lecionar em uma escola particular do meu bairro, por indicação da coordenadora desta escola por conhecer meu trabalho.
Tive meu período de experiência, para me adaptar a novas regras, cometi erros e acertos e fui alertada pela coordenação para mudar minha postura, afinal minha matéria é só Educação Artística.
“Relaxei” nas exigências de trabalhos, na disciplina, afinal Arte não é levada muito a serio.

Como é difícil a arte de ensinar Arte!

Sexta feira, dia 08 de maio ás15horas
(intervalo para recreio):
Fui chamada pela direção da escola para assinar minha efetivação (carteira assinada) Ufa, alivio consegui ,pensei.
O quarto e quinto tempo de aula,foi para o sexto ano, as crianças participaram, fizeram desenhos, exercicios e ganhei desenhos de presente. Ao termino do último tempo fui organizar as carteiras achei uma mochila “sem dono” jogada em uma carteira. Perguntei de quem era e fui informada pelas crianças que era do “sulista” (nome ficticio), apelido dado ao novo coleguinha e que havia saído da sala, no começo, do segundo tempo de aula. Preocupada fui ver onde estava o aluno, pedi ajuda para as serventes que já varriam as salas e uma delas me informou que em uma salinha, onde os bebes do maternal descansavam, havia um garoto dormindo. Fui até a sala verificar e mandei chamar a coordenadora, pois o garoto dormia em posição fetal, muito pálido, com febre altíssima e sentia dores na cabeça.
Depois disso sai da escola e retornei, a pedido da direção, na segunda feira para reunião de pais e entrega de notas.

Segunda feira, 10 de maio:
Fui ate a escola conversei com varias mães, e ninguém da direção me dirigiu a palavra.
Detalhe: não dou aulas às segundas.

Terça feira, 11 de maio:
Cheguei à escola as 11:00 horas para dar o ultimo tempo de aula para 1º ano do EM, as 12h30 min., após termino da aula ´me dirigi à secretaria e perguntei pelo "sulista". Ninguem tivera notícias e era para que eu esperasse, pois o diretor precisava falar comigo.
Aguardei aproximadamente 40 minutos e neste periodo fui informada por um bedel, que o aluno estava doente, na UTI com meningite, em seguida fui encaminhadapelo diretor da escola a uma sala vazia e informada que a partir daquele instante não fazia mais parte do quadro da escola, havia sido “desligada”.
Fiquei em choque, minha cabeça parou de funcionar por um segundo..
"Como assim, fui efetivada há 72 horas tem algum engano!”pensei.

Fui informada que na segunda feira, depois da reunião de pais, um grupo de mães procurou a direção da escola na para reclamar do meu comportamento.
Fiquei sem entender.
Voltei pra casa, chorei muito, a noite não dormi, mas gostaria de chegar a uma conclusão.


Foi “queima de arquivo”, recebi desculpa esfarrapada ou cometi realmente um erro grave?


Alguém tem uma opinião sobre o ocorrido?


Obrigada.

29 março, 2009

Exemplo

Pessoas como Clarice Zeitel Vianna Silva  nos estimulam a não desistir da profissão de professor. 
Obrigada Clarice  por levar o nome do nosso pais às alturas!

" Clarice Zeitel Vianna Silva, 26 anos, estudante de direito.

Imperdível para amantes da língua portuguesa, e claro também para professores.

Isso é o que eu chamo de jeito mágico de juntar palavras simples para formar belas frases."

Redação de estudante vence concurso da UNESCO com 50.000 participantes

Tema: 'Como vencer a pobreza e a desigualdade'
Por Clarice Zeitel Vianna Silva
UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro/RJ

PÁTRIA MADRASTA VIL
 
Onde já se viu tanto excesso de falta? Abundância de inexistência. .. Exagero de escassez... Contraditórios? ?

Então aí está! O novo nome do nosso país! Não pode haver sinônimo melhor para BRASIL.


Porque o Brasil nada mais é do que o excesso de falta de caráter, a abundância de inexistência de solidariedade, o exagero de escassez de responsabilidade.
O Brasil nada mais é do que uma combinação mal engendrada - e friamente sistematizada - de contradições.
Há quem diga que 'dos filhos deste solo és mãe gentil.', mas eu digo que não é gentil e, muito menos, mãe.Pela definição que eu conheço de MÃE, o Brasil está mais para madrasta vil.A minha mãe não 'tapa o sol com a peneira'. Não me daria, por exemplo, um lugar na universidade sem ter-me dado uma bela formação básica.E mesmo há 200 anos atrás não me aboliria da escravidão se soubesse que me restaria a liberdade apenas para morrer de fome.Porque a minha mãe não iria querer me enganar, iludir. Ela me daria um verdadeiro Pacote que fosse efetivo na resolução do problema, e que contivesse educação + liberdade + igualdade. Ela sabe que de nada me adianta ter educação pela metade, ou tê-la aprisionada pela falta de oportunidade, pela falta de escolha, acorrentada pela minha voz-nada-ativa. A minha mãe sabe que eu só vou crescer se a minha educação gerar liberdade e esta, por fim, igualdade. Uma segue a outra... Sem nenhuma contradição!

É disso que o Brasil precisa: mudanças estruturais, revolucionárias, que quebrem esse sistema-esquema social montado; mudanças que não sejam hipócritas, mudanças que transformem!
A mudança que nada muda é só mais uma contradição. Os governantes (às vezes) dão uns peixinhos, mas não ensinam a pescar.
E a educação libertadora entra aí. O povo está tão paralisado pela ignorância que não sabe a que tem direito. Não aprendeu o que é ser cidadão.
Porém, ainda nos falta um fator fundamental para o alcance da igualdade: nossa participação efetiva; as mudanças dentro do corpo burocrático do Estado não modificam a estrutura. As classes média e alta - tão confortavelmente situadas na pirâmide social - terão que fazer mais do que reclamar (o que só serve mesmo para aliviar nossa culpa)... Mas estão elas preparadas para isso?
Eu acredito profundamente que só uma revolução estrutural, feita de dentro pra fora e que não exclua nada nem ninguém de seus efeitos, possa acabar com a pobreza e desigualdade no Brasil.

Afinal, de que serve um governo que não administra? De que serve uma mãe que não afaga? E, finalmente, de que serve um Homem que não se posiciona. Talvez o sentido de nossa própria existência esteja ligado, justamente, a um posicionamento perante o mundo como um todo.

Sem egoísmo. Cada um por todos...
Algumas perguntas, quando auto-indagadas, se tornam elucidativas. Pergunte-se: quero se
r pobre no Brasil? Filho de uma mãe gentil ou de uma madrasta vil? Ser tratado como cidadão ou excluído?


Como gente... Ou como bicho?

17 março, 2009

Arte Grega

Arte Grega liga-se a inteligencia pois seus reis não eram deuses, mas seres inteligentes e justos que se dedicavam ao bem estar do povo. 
A Arte Grega volta para o gozo da vida presente.
Contemplando a natureza o artista se empolga pela vida e tenta atravez da arte exprimir suas manifestações.
Na Grecia a cidade de  Esparta era  militar e hierarquica e so pensava na educação fisica e no corpo perfeito,diferente de Atenas que  tinha como lema " mente são corpo são" , davam oportunidade para parte cultural.


no linck de aulas   videos  sobre arte grega.

19 fevereiro, 2009

Aula de Arte- Bloco de Carnaval

O professor deverá iniciar a aula questionando seus alunos sobre seus conhecimentos em relação ao que são logomarcas, quais as principais características e quais são as mais conhecidas. Apresente aos alunos a proposta de desenvolver uma camiseta para bloco carnavalesco usando como tema: ‘o que é ética’.

Trabalhar sobre a questão de cidadania, conscientizando os alunos sobre a importância da ética nas diferentes profissões.

Após distribuir os grupos, oriente seus alunos quanto à pesquisa, dê dicas de referências e questione o grupo sobre as suas escolhas. 
Ao término da aula os grupos terão que apresentar para a turma qual a historia do blocoa logomarca, fase de chamada e o motivo das cores escolhidas. 
Cada aluno deverá entregar um texto falando sobre o trabalho: historia do bloco, a escolha da logomarca e da frase, fazer uma analise sobre o trabalho e os pontos positivos e negativos vivenciados durante a atividade.  

 O trabalho pronto:

·         ÉTICA 

A ética está presente em todas as raças. Ela é um conjunto de regras, princípios  ou maneira de pensar e expressar. Ética é uma palavra de origem  grega com duas traduções possíveis: costume e propriedade de caráter. 

·         O QUE É SER ÉTICO?

Ser Ético nada mais é do que agir direito,  proceder bem, sem prejudicar os outros. É ser altruísta (dic.), é estar tranqüilo  com a consciência pessoal. "É cumprir com os valores da sociedade em que vive, ou seja, onde mora, trabalha, estuda etc." 
Ética é tudo que envolve integridade, é ser honesto em qualquer situação, é ter coragem para assumir seus erros e decisões, ser tolerante e flexível, é ser humilde. Todo ser ético reflete sobre suas ações, pensa se fez o bem ou o mal para o seu próximo. É ter a consciência “limpa".

Texto: Este bloco começou com grupos de amigos que viam a necessidade de lutarem pela ética no sentido de preservação e higiene nas salas de aula, respeito aos professores e demais funcionários





logomarca - crianças representando a escola






frase de chamada - Vamos falar mais sobre etica

A camiseta pronta



12 fevereiro, 2009

Ética em questão

Foi proposto pela coordenação da escola em que leciono, que trabalhássemos no primeiro bimestre com a palavra ETICA.
Então tive a idéia de fazer um blog para os alunos do colégio onde leciono. Ontem cheguei da escola e fui montar o blog, pesquisei cores e eram 01h30min de hoje quando terminei de colocar postagens como teste.
Ppor volta das 09h30min depois de ter lecionado para 9º ano conversei com algumas pessoas e falei sobre o mesmo.

Sai da escola e vim ate minha residência; percebi que poderia usar a minha falta de ética para dar exemplo aos alunos e colega do que seria etica.
Pesquisei e achei varias explicações e uma delas seria
respeito!


A ética (palavra originada do grego ethos, através do latim ethica) é um campo de reflexões filosóficas que busca conhecer com profundidade as relações entre os seres humanos e seu modo de ser e pensar.
Palavras chave:
ciência da moral, moralidade, princípios morais,
comportamentos socialmente aceitáveis.

Baseada nisso cheguei a conclusão que oblog começou errado. Teria que ter autorização, por escrito, para usar o nome da escola e deveria ter conversado com meus colegas primeiro. Resolvi passar o blog para os responsaveis pelo colegio.
Desculpem-me se não usei a
ética profissional que me é peculiar...


O blog em teste de cores que será aperfeiçoado com ajuda de professores e alunos do Alfa é:

colegioalfarecreio.blogspot.com




ate mais.


10 fevereiro, 2009

Novos alunos

Depois de anos afastada de escolas voltei a lecionar.
Muito apreensiva fui a escola onde teria que ministrar aulas para 20 alunos do 1º ano do ensino médio.
As referencias tinham sido duras.
"Meu Deus será que vou conseguir?"pensei...
Tomei fôlego e coragem e la fui eu.
Surpresa a classe era maravilhosa, alunos comportados, brilhantes e interessados.
Durante minha apresentação, da aula inicial, perguntei o que era ética.
Choveram respostas, explanações, perguntas e assim tivemos uma idéia de fazer um blog com os trabalhos dos alunos.
Os temas trabalhados neste semestre serão sobre Ética e Saúde.
Vamos ver no que vai dar.


Ate breve.

27 janeiro, 2009

Meu muito obrigada


Hoje venho aqui inverter papeis.
Sempre fui homenageada pelos meus alunos, quando era paraninfa de turma ou madrinha de um deles.
Hoje deixo aqui minha homenagem a todos os ex-alunos que proporcionaram momentos de alegrias e emoção.
Hoje deixo meu abraço apertado a todos em especial a Cássia minha linda, adorável e meiga ex-aluna e amiga. Por meio dela percebi que ainda posso e devo lecionar.
Obrigada queridos por fazerem parte da minha vida.



Beijo carinhoso a todos.

12 janeiro, 2009

Saudadades dos ex-alunos

Hoje senti muitas saudades dos meus ex alunos,daqueles adolescentes nos anos 70.
Lembrei das aulas dadas no anfiteatro do Colégio Cristo Rei em Marília SP, dos aviõezinhos “pegando fogo” porque não gostavam das aulas de geometria, mas mesmo assim eram adolescentes adoráveis. Vários alunos me marcaram e um deles foi ZE (nome fictício) falou, depois de vários anos, que havia se tornado engenheiro por minha culpa, pois havia aprendido a gostar de Geometria por minha causa... Nossa!!!!!! foi tão bom saber que pude influenciar uma vida.
Muitos outros alunos marcaram esta época como professora no Cristo Rei, escolas estaduais profa Carlota, Monsenhor Bicudo, de Rosália entre outras.
As garotas eram ótimas e me lembro de muitas delas, dos sorrisos, das carinhas emburradas quando não queriam fazer um trabalho, do olhar ansioso para aquelas que viajavam pela primeira vez e iam ver o mar.
Quando vou a Marília - SP, minha cidade natal e reencontro algum ex aluno fico feliz. Normalmente não os reconheço, mas eles chegam ate mim e vem a adorável frase: “Você foi minha professora!” Contam historias, falam dos momentos que marcaram a vida deles, nas aulas e dos fatos ocorridos, onde ajudei, onde poderia ter ajudado, onde acertei e onde errei.
Daí penso: Nossa quanto tempo se passou..rsrs ou eu fui horrível ou muito boa pra eles se lembrarem de mim.
Prefiro achar que fui boa.

12 dezembro, 2008

Matemática, nao sei se é pra rir ou chorar!

Semana passada comprei um produto que custou R$ 1,58. Dei à balconista R$ 2,00 e peguei na minha bolsa 8 centavos, para evitar receber ainda mais moedas. A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para a máquina registradora, aparentemente sem saber o que fazer. Tentei explicar que ela tinha que me dar 50 centavos de troco, mas ela não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la. Ficou com lágrimas nos olhos enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente continuava sem entender. Por que estou contando isso? Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática desde 1950, que foi assim:

Evolução da Matemática no ensino brasileiro!
1. Ensino de matemática em 1950:
Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção desse carro de lenha é igual a 4/5 do preço de venda. Qual é o lucro?

2. Ensino de matemática em 1970:
Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção desse carro de lenha é igual a 4/5 do preço de venda ou R$ 80,00.
Qual é o lucro?

3. Ensino de matemática em 1980:
Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção desse carro de lenha é R$ 80,00. Qual é o lucro?

4. Ensino de matemática em 1990:
Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção desse carro de lenha é R$ 80,00. Escolha a resposta certa, que indica o lucro:
( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00

5. Ensino de matemática em 2000:
Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção desse carro de lenha é R$ 80,00. O lucro é de R$ 20,00. Está certo?
( )SIM ( ) NÃO

6. Ensino de matemática em 2007:
Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$100,00 O custo de produção é R$ 80,00. Qual é o lucro? Se você souber ler, coloque um X no R$ 20,00.
( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00
Lamentável!!!!!!!!!!!!

01 dezembro, 2008

Desisti!

Ah!!! Se eu soubesse... Às vezes tentamos tanto ajudar pessoas e quando não conseguimos, nos sentimos impotentes. Foi assim que me senti em relação a "G".Passei domingos, feriados de novembro estudando artes,matemática,ciências, geografia e historia.Pedi para mãe ser mais presente, dar mais atenção e carinho 
Fiquei animada, pois "G" demonstrava interesse nas aulas fazia poucas perguntas, mas fazia. Menos mal pensei!
Passado o período de provas, "G" voltou a ter o mesmo olhar perdido de desinteresse e isso me alarmou.Verifiquei que os pais haviam se afastado novamente e tentei alerta-los mais uma vez. Quando fui corrigir as provas veio a surpresa ou choque, sei lá, nem consigo explicar o que senti. Foi misto de raiva, frustração e desespero.
A pergunta mais obvia como cores de sinal (semáforos) ele respondeu azul, laranja e vermelho... E olha que as provas eram teste. Na hora senti vontade de chorar tal desinteresse.
Perguntei:
-"G" vc leu a prova?
Ele me respondeu um sonoro NÃO!
Fechei os livros me sentindo impotente e derrotada. Despedi-me passando a mão nos cabelos encaracolados de "G" e fui chorar em meu carro.
Desisti!

30 outubro, 2008

Experiência única!

Quando “G” passou a ser um desafio comecei a fazer pesquisas pra saber como agir e tentar descobri os porquês das atitudes deste pré adolescente.
Conversei com pais, professores e psicóloga.
Os professores haviam desistido de “G”, por acharem desinteressado em demasia, por não fazer as coisas até o final, deixar tudo largado e pela metade. Os trabalhos escolares, em grupos, era um problema pois os colegas o rejeitavam.
Opinião da psicóloga era que os pais tinham problemas e não deixavam “G” crescer, enfim cada pessoa que eu conversava dava um diagnostico. Cada um deles tinha opinião formada, mas eu não concordava com nenhuma delas.
“G” era muito quieto, tinha olhar perdido e triste, comecei a elogiar!
A letra ilegível começou a melhorar consideravelmente, os cadernos desorganizados, sujos e rasgados (isso mesmo rasgados) ganharam capricho. Percebi então que “G” tinha dificuldade em ficar focado e terminar o que começava, não por ser displicente, mas porque tinha um problema maior.
Suspeitei de THDA após ler este artigo:

TDAH (DDA) e Hiperatividade causam dificuldades de atenção, memória, foco, agitação em adultos e crianças. Muitas crianças e adultos são criticados por falta de atenção, hiperatividade, impulsividade...”(cont.)

Se forem confirmadas minhas suspeitas, e pelos primeiros testes deu positivo “G” terá o começo de uma nova vida.

Ate mais!

17 outubro, 2008

O que fazer com "G"?

Fico tão em duvida com este garoto de 13 anos que age como se tivesse 7anos não por problemas cerebrais, mas por ser tão mimado pelos pais.”G” cursa a sexta serie (ensino fundamental) pela segunda vez. Não copia matéria, vive no "mundo da lua" e não sabe ler e escrever corretamente.
Venho conversando com os pais explicando que não podem tratá-lo como se fosse um bebe e que precisa ser afalbetizado novamente.
Propus-me a fazê-lo, será um desafio.
Ate breve.
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